Inhotim 2015

Inhotim 2015
Este blog é um espaço cultural que tem por objetivo mostrar fatos atuais e aspectos importantes da área de Artes e Atualidades. É mantido por alunos de uma turma de 9º ano A do Ensino Fundamental Maior, do Colégio Clita Batista. Foi construído com o objetivo de levar à sociedade um conjunto de informações e conhecimentos; realizar associações, produzir textos criativos e despertar a consciência crítica.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Os desafios da imigração na Europa

Tragédias no Mediterrâneo expõem desafios dos fluxos migratórios atuais


A migração está presente na história da humanidade desde tempos imemoráveis. Nas últimas décadas, porém, esse fenômeno torna-se cada vez mais perigoso. Nos últimos meses assistimos, horrorizados, à perigosa saga de pessoas provenientes, principalmente, da África e do Oriente Médio em direção ao Continente Europeu e suas funestas consequências ao longo das rotas migratórias mortíferas do Mediterrâneo. Milhares de mortos e outros tantos milhares de olhares vagos, quando interceptados a caminho da Europa, revelam seres amedrontados diante do presente duvidoso e do futuro incerto. 
 
 
O aumento da pressão migratória sobre a Europa, ano após ano, teve um pico no primeiro semestre de 2015. Isso, associado ao expressivo aumento de mortos nas rotas do Mediterrâneo, colocou em evidência o problema das migrações. 
 
Marinha italiana resgata imigrantes no mar Mediterrâneo em maio de 2015
       A situação de deslocamento populacional para a Europa já é antiga, mas acentuou-se, sobremaneira, nas últimas décadas. Enormes contingentes deslocam-se para o continente todas as semanas em busca de melhores condições de vida. Para se ter ideia do problema, a expectativa da Organização Internacional Marítima para 2015 é de que cerca de 500 mil pessoas tentem chegar à Europa pelo mar.
 
 
É importante refletir sobre o que move as pessoas a se mudarem de seus lugares de origem, por mais arriscado que isso seja. Sem dúvida, a realidade em diversas partes da África e do Oriente Médio é dura. Estamos falando de contextos de guerras civis, pobreza e miséria generalizadas, mas também da falta de perspectiva no futuro. Ou seja, as necessidades imediatas mesclam-se com a virtual impossibilidade de superar essa situação no tempo de uma vida. É principalmente isso o que estimula parte das pessoas a migrarem.
 
 
Mas é importante destacar que certas situações impulsionam, e muito, a migração internacional. Esse é o caso clássico de situações de conflito, principalmente os de maior duração, como são os casos da Palestina, Somália, Afeganistão, Paquistão e, mais recentemente, Síria. Não é à toa que os dois maiores contingentes de refugiados no mundo são provenientes justamente da Síria e do Afeganistão, dois países que passam por conflitos crônicos, de difícil solução. Para muitas pessoas provenientes desses países não existem muitas alternativas disponíveis: é migrar ou ficar com alta probabilidade de morte ou severos sofrimentos. Quando a situação chega a esse ponto, pode-se falar em grave crise humanitária. 
 
 
Em certas circunstâncias os migrantes são vistos como refugiados e contam, pelo menos em tese, com a cobertura da Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados (ou Convenção de Genebra). Adotada em 28 de julho de 1951 e em vigor desde 1954, a convenção define e estabelece garantias legais para os refugiados. Um dos princípios centrais é a proibição da expulsão dos refugiados pelos Estados ou sua devolução para o país de origem. Essa convenção foi, posteriormente, complementada pelo protocolo relativo ao Estatuto dos Refugiados, em vigor desde outubro de 1967.
 
 
Segundo a Convenção de Genebra (1951), refugiado é aquele que, em razão de fundados temores de perseguição de qualquer natureza (política, religiosa, racial etc.), vê-se obrigado a buscar refúgio em outro país para preservar a sua vida. Nesse sentido, trata-se de uma decisão extrema, visando a segurança e a sobrevivência, o que o difere, naturalmente, de outros tipos de migrantes, que muitas vezes estão em busca de melhores condições de vida sem, no entanto, estarem sofrendo ameaça imediata de morte.
 
Convenção de Genebra (1951) proibiu a expulsão de refugiados
 
Quem lida diretamente com os refugiados, no âmbito da ONU é o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), que assumiu importantes funções humanitárias, desde a sua criação e continua trabalhando incansavelmente para que milhões de pessoas, em sérias dificuldades, possam desfrutar de alguma assistência das Nações Unidas.
 
 
Mas é importante destacar que não são apenas as guerras que impulsionam as pessoas a se deslocarem e a buscarem refúgio. Além da segurança humana, muitos são movidos pela esperança de dias melhores, mesmo arriscando a própria vida. É o que ocorre com grande frequência, por exemplo, na fronteira entre os Estados Unidos e o México. 
 
 
Outro aspecto importante, quando observamos esse fenômeno atual de migrações em direção à Europa, é que certas condições acabam tornando propícios os amplos e sistemáticos deslocamentos. A falta de Estados bem estruturados, principalmente no Norte da África, é um desses fatores que contribuem para a organização desses deslocamentos. 
 
 
A Líbia é o melhor exemplo. Com o fim do regime de Muammar Kaddafi, o Estado líbio praticamente entrou em colapso, com consequências importantes relacionadas aos controles estatais. Isso permitiu o florescimento abrupto da atividade ilegal de transporte de pessoas do Norte da África para a Europa, organizado por traficantes de seres humanos que prometem o paraíso para um grande contingente de indivíduos desiludidos.  
 
 
Mas, infelizmente, o que essas pessoas encontram são dificuldades e mais dificuldades, quando não a morte. É importante observar que a rota do Mediterrâneo é a mais mortífera entre todas as de fluxos migratórios ao redor do mundo, mas não a única. O risco dessas viagens é enorme. Primeiro, porque é feita em pequenas e médias embarcações, quase sempre precárias e com carga superior à sua capacidade de transporte. Em segundo lugar, os relatos indicam o total desprezo por parte dos traficantes com relação à carga “humana” que conduzem, por vezes deixada à deriva em pleno mar. 
 
 
Mas as dificuldades dos imigrantes não se restringem, de forma alguma, à Europa. Na própria África existem restrições e perigos constantes com relação à imigração interna. O caso mais conhecido, mas não o único, é o da África do Sul, com suas explosões intermitentes de violência contra os estrangeiros.
 
 
Quando a pessoa migra, geralmente ela o faz em busca de melhores condições de vida ou em busca de segurança. Assim, os principais fluxos migratórios são provenientes ou de países com sérios problemas econômicos, ou de países que atravessam crises políticas ou guerras (ou mesmo outras catástrofes naturais). A maior parte dos imigrantes, portanto, é constituída de gente vulnerável, quando não desesperada, em busca de refúgio e segurança.
 
 
Há de se imaginar a tragédia pessoal vivida por essas pessoas, com todas as provações e desafios que o processo migratório implica. Assim, torna-se ainda mais cruel quando Estados bem estruturados resolvem tentar conter as ondas humanas sem levar em conta todos os dramas pessoais envolvidos nesse processo. Isso nos faz refletir sobre a intolerância com relação ao “outro”, fenômeno antigo e universal. Todos buscam preservar-se do que é considerado ameaça à manutenção de determinada ordem, que conta com valores culturais étnicos ou nacionais muito arraigados.
 
 
“Na Europa nos tratam como animais” 
 
A frase acima foi dita por um imigrante africano que chegou à Grande Canária, na Espanha, em 5 de novembro de 2014. O grupo ficou por mais de cinco horas exposto ao Sol na Praia de Maspalomas, antes de ser deslocado para o Centro de Internamento de Estrangeiros de Barranco Seco, que funciona numa antiga prisão. Cenas como essa têm se repetido com muita frequência nos últimos anos. 
 
 
O problema dos imigrantes é realmente grave. Não bastasse a dificuldade em chegar ao Continente Europeu, se estabelecer por lá parece ser, para muitos deles, até mesmo mais difícil do que o périplo que têm de fazer no trajeto África-Europa ou Ásia-Oriente Médio-Europa que, em geral, começa muito antes da chegada ao último estágio da jornada, que se dá em algum ponto do litoral norte-africano (ou também da África Ocidental).
 
 
Geralmente, a receptividade dos europeus não é nada boa, sobretudo, em relação a africanos, árabes e asiáticos. O tratamento dispensado é duro, tanto pelos governos quanto pelas pessoas. E os imigrantes ficam sabendo disso tão logo aportam em algum ponto da Europa. Isso nos dá uma pista de como as condições de vida em seus locais de origem são duras. Ninguém se submete fortuitamente a humilhações cotidianas, sabendo que é exatamente isso o que vão encontrar uma vez alcançado o seu destino. 
 
 
É possível compreender a preocupação dos europeus com o fluxo crescente de imigrantes provenientes da África e de outros lugares. O que não podemos aceitar é que isso seja motivo para a retomada de políticas discriminatórias e de violações aos direitos humanos, como tem ocorrido constantemente. Não é apenas na Europa que a discriminação contra os imigrantes tem crescido. Esse é, infelizmente, um velho problema encontrado em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil.
 
 
Por aqui, por exemplo, temos registros de africanos que conseguiram atravessar o Oceano Atlântico clandestinamente em navios cargueiros e foram presos e tratados de forma degradante, quando descobertos pelas tripulações e entregues às autoridades brasileiras. Geralmente, é uma reação movida pelo preconceito e pelo medo do desconhecido, mas é também uma afronta clara aos direitos humanos.
 
 
A solução para esse problema passa pela criação de oportunidades de trabalho que permitam que os imigrantes tenham condições dignas de vida em suas regiões de origem. Isso, certamente, levaria a uma redução drástica dos fluxos migratórios. Mas, enquanto isso não acontece, é importante que os países que recebem esses imigrantes os tratem com dignidade e respeito, o que infelizmente não tem ocorrido como deveria. 
 
Vigiar as fronteiras ou salvar vidas?
 
Se, por um lado, o objetivo dos imigrantes é chegar ao Continente Europeu, por outro, o dos dirigentes europeus é tentar controlar ou mesmo evitar que isso ocorra. Isso tem sido demonstrado pelas iniciativas tomadas pelos principais líderes europeus que indicam claramente, por meio de comunicados oficiais, preferência por vigiar as fronteiras em vez do empenho no salvamento de milhares de vidas humanas. 
 
 
Entre as reações ocorridas na Europa encontramos um pouco de tudo. No plano governamental, as autoridades da União Europeia reagiram de duas formas. Uma foi anunciar o fortalecimento das Operações de Vigilância Tritão e Poseidon, enfatizando o aspecto repressivo. Outra iniciativa, muito mais polêmica, é a tentativa de estabelecer cotas para absorção de pelo menos parte desses imigrantes entre os países que compõem a União Europeia. 
 
 
Há também proposta para reprimir os traficantes de seres humanos que considera, inclusive, ações militares para destruir embarcações ao longo da costa líbia. Tal plano tem suscitado muita polêmica porque, no fundo, é uma verdadeira declaração de guerra aos imigrantes e refugiados, além de ser de difícil implementação, pois precisa contar com a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e violaria a soberania da Líbia (além de ser difícil distinguir as embarcações de pescadores das utilizadas para o tráfico humano).
 
 
As Operações Tritão e Poseidon são exclusivamente de vigilância e proteção das fronteiras. Elas não têm o mesmo objetivo, por exemplo, da Operação Mare Nostrum, organizada e executada em 2014 pelo governo italiano para busca e salvamento, inclusive em mar aberto. Tanto é assim que a Mare Nostrum não tinha limite de buscas, enquanto a Tritão (focada mais no litoral italiano) e a Poseidon (focada mais na Grécia) tem um limite de 50 quilômetros de alcance, ou seja, seu foco é claramente para impedir que os imigrantes atinjam a Europa.
 
Outro aspecto relevante do problema das migrações em direção à Europa é o efeito político em alguns setores das sociedades europeias. Em vários países a xenofobia ganhou força e alimenta partidos de extrema-direita e grupos anti-imigração. 
 
 
Na perspectiva dos países europeus, trata-se de uma pressão demográfica difícil de ser assimilada. Mas, de toda forma, isso não lhes dá o direito de renegarem os princípios dos direitos humanos, por eles amplamente propagados. A questão das migrações é complexa e, portanto, de difícil solução. A simples repressão, ou vigilância ativa das fronteiras, definitivamente não conseguirá resolver o problema. 

Escultura Contemporanea Brasileira


Os anos 50 são marcados pela acelerada expansão do abstracionismo, tanto de linhas geométricas como informais. O Concretismo, um estilo de abstração geométrica, se torna a moda do momento, sendo louvado por críticos e artistas e dominando os salões e galerias. Paralelamente assistiu-se ao desenvolvimento de uma abstração informal, de tendência lírica ou onírica, e logo se notou também um grupo de artistas que, não desejando abandonar de todo a figuração, passaram a incorporar estilizações abstratizantes a uma estrutura ainda figurativa, seguindo o exemplo de mestres internacionais como PicassoHenry Moore e Alberto Giacometti.
Em termos de arte pública a construção de Brasília na década de 50, um ambicioso projeto arquitetônico, urbanístico e artístico, centralizou as atenções nacionais e abriu um mercado para a produção de uma escultura monumental, sendo o coroamento de uma onda de renovação arquitetônica em larga escala que vinha acontecendo desde o Estado Novo e se disseminou pelos grandes centros urbanos do país.
Nos anos 60, acompanhando o surgimento da dita Nova Figuração na pintura, frutificou entre os escultores uma tendência irônica derivada da arte Popnorteamericana, e outra que resgatava aspectos do expressionismo, refletindo o clima tenso criado pelo regime militar imposto em 1964. Entre estes anos e adécada de 80 o Brasil viu ainda aparecerem obras conceituaisminimalistas,poverasland artinstalaçõesmóbiles e obras que recuperavam elementos da arte popular. Tantas tendências operando num mesmo momento acabaram por se entrecruzar, formando uma variedade inextrincável de subtipos e gêneros mistos de arte que em maior ou menor grau fundiam, transformavam e aplicavam princípios, técnicas, materiais e recursos conceituais da escultura. Todas estas linhas de trabalho ainda estão presentes na escultura brasileira mais recente. Ao contrário de se esgotarem ou envelhecerem, sua fertilização mútua tem propiciado o aparecimento de soluções sempre novas que se adaptam à evolução da arte e da sociedade, e muitos artistas experimentaram mais de uma delas ao longo de sua trajetória, tornando impossível uma categorização excludente. Contudo pode-se citar alguns nomes que se destacaram em especial em uma ou outra forma de expressão.
Assim, na abstração geométrica, alinhados a princípios concretistas, neoconcretistas e minimalistas, foram ou são de importância Bruno Giorgi (que também na figuração deixou trabalhos notáveis) , Ascânio MMM , Franz Weissmann , Amílcar de CastroLígia Clark , Emanoel Araújo , Haroldo BarrosoYutaka Toyota , Sérgio de CamargoSérvulo Esmeraldo  e Geraldo Jürgensen. Nitidamente conceituais são Willys de Castro  e Waltércio Caldas, e a obra mista de escultura e pintura de Pedro Escosteguy, um dos pioneiros do conceitualismo politicamente engajado no Brasil.
Produziram obras influenciadas pela arte Pop Gustavo NakleMaria Helena Chartuni e Rubens Gerchman; a figuração tinta de expressionismo foi cultivada por Francisco StockingerCarybé e Domenico Calabrone, e representando o realismo mágico ou o surrealismo estão Francisco Brennand  e Fredy Keller.
Continuando o figurativismo, em sínteses abstratizantes mais ou menos profundas, mas numa atmosfera classicista, trabalharam Pola RezendeAldemir MartinsAbelardo da HoraSonia EblingVasco PradoElisabeth Nobiling ,Felícia Leirner  (que depois criou obra importante na abstração informal),Gaetano FraccaroliMoussia Pinto Alves e João Bez Batti.
A geração mais recente de escultores tem utilizado à larga e em completa liberdade recursos e materiais novos oferecidos pela indústria e tecnologia, como o computador para projetar suas obras e as resinas, borrachas e plásticos para realizá-las, e tem incorporado, conforme sua necessidade expressiva, além de todo o enorme acervo de técnicas e formas herdadas da cultura anterior, procedimentos típicos do Pós-modernismo como citacionismo e a releitura. Dentre eles se alinham Sérgio RomagnoloSandra CintoMauro FukeCarmela Gross, Frida Baranek  e uma multidão de outros talentos emergentes.














  1. Tomie Ohtake
    Artista visual
  2. Tomie Ohtake foi uma artista plástica japonesa naturalizada brasileira. É uma das principais representantes do abstracionismo informal. Sua obra abrange pinturas, gravuras e esculturas.  
  3. Nascimento21 de novembro de 1913, Quioto, Quioto, Japão
  4. Falecimento12 de fevereiro de 2015, São Paulo, São Paulo
  5. PeríodoArte abstrata
  6. Tomie Ohtake (Kyoto, Japão, 1913 - São Paulo, Brasil, 2015).  Pintora, gravadora, escultora. Vem para o Brasil em 1936, fixando-se em São Paulo. Em 1952, inicia-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integra o Grupo Seibi, do qual participam Manabu Mabe (1924-1997)Tikashi Fukushima (1920-2001)Flavio-Shiró (1928) eTadashi Kaminagai (1899-1982), entre outros. Após um breve período de arte figurativa, a artista define-se peloabstracionismo. A partir dos anos 1970, trabalha com serigrafialitogravura e gravura em metal. Surgem em suas obras as formas orgânicas e a sugestão de paisagens. Na década de 1980, passa a utilizar uma gama cromática mais intensa e contrastante. Dedica-se também à escultura, e realiza algumas delas para espaços públicos. Recebe, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995. Em 2000, é criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.
  7. Após breve passagem pela pintura figurativa, Tomie Ohtake define-se pelo abstracionismo. No início da década de 1960, emprega uma gama cromática reduzida, com predominância de duas ou três cores. Leva o olhar do espectador a percorrer superfícies em telas que muitas vezes lembram nebulosas. Utiliza, em algumas obras, pinceladas "rarefeitas" e tintas muito diluídas, explorando as transparências. Posteriormente, surgem em seus quadros formas coloridas, grandes retângulos, que parecem flutuar no espaço. Ao longo da década de 1960 emprega mais freqüentemente tons contrastantes. Revela afinidade com a obra do pintor Mark Rothko (1903-1970), na pulsação obtida em suas telas pelo uso da cor e nos refinados jogos de equilíbrio. A artista explora a expressividade da matéria pictórica, mais densa, em texturas rugosas, ou mais diluída e transparente.
    Em gravura, começa trabalhando com serigrafia e litogravura, a partir dos anos 1970. Para a maioria dos críticos, esse aprendizado revitaliza sua obra pictórica. Surgem em suas telas a linha curva e as formas orgânicas. Embora de caráter abstrato, ocorre em alguns quadros a sugestão de paisagens: montanhas ou curvas de rios. Intensifica o dinamismo e a sugestão de movimento. Em obras realizadas a partir da década de 1980, emprega uma escala de cores mais quentes e contrastes cromáticos mais intensos.
  8. A artista enfatiza, em entrevistas, a importância da arte oriental, em especial a japonesa, em sua pintura, afirmando que "essa influência se verifica na procura da síntese: poucos elementos devem dizer muita coisa".1 Da tradição japonesa, Ohtake diz inspirar-se na noção de tempo do ukiyo-e (imagens do mundo que passa), arte que revela cenas de uma beleza fugaz. Pesquisa constantemente as possibilidades expressivas da pintura: as transparências, as texturas e a vibração da luz. Declara fazer uma pintura silenciosa, como a cidade em que nasceu. Em suas obras, revela um intenso diálogo entre a tradição e a contemporaneidade.
  9.  

Leia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,feira-de-arte-artrio-tenta-driblar-crise-e-dolar-alto,1757585
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter
Leia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,feira-de-arte-artrio-tenta-driblar-crise-e-dolar-alto,1757585
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter
Leia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,feira-de-arte-artrio-tenta-driblar-crise-e-dolar-alto,1757585
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter
Leia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,feira-de-arte-artrio-tenta-driblar-crise-e-dolar-alto,1757585
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter

5 grafiteiros brasileiros para inspirar a sua arte

Para ser um artista de verdade e não ficar só com as ideias na cabeça é preciso se mobilizar. Até porque, quem fica parado é poste e quem vive de passado é museu. Se você quer acontecer no mercado artístico é preciso se inspirar em boas referências e partir para a ação. Pensando nisso, o Hypeness separou 5 grafiteiros brasileiros que estão fazendo sucesso ao redor do mundo e vivendo de sua arte. 

Tikka

.

Binho

.

Alex Senna






Rage




http://www.hypeness.com.br/
.

GRAFITE

A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes. Existem relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano. Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.
O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.
O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo.
Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas. Os materiais utilizados pelos grafiteiros vão desde tradicionais latas de spray até o látex.

Principais termos e gírias utilizadas nessa arte;

• Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
 Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo.
• Tag: é a assinatura de grafiteiro.
• Toy: é o grafiteiro iniciante.
• Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.

http://www.brasilescola.com/

Manifestantes bloqueiam a GO-070 e queimam ônibus, em Goiânia/Atualidades

Manifestantes bloqueiam a GO-070 e queimam ônibus, em Goiânia

PRE diz que moradores reclamam das más condições do transporte coletivo.
Dois sentidos da rodovia estão fechados; não há informações sobre feridos.

Ônibus do Eixo Anhanguera foi incendiado durante protesto, em Goiânia (Foto: Diomício Gomes/O Popular)Ônibus do Eixo Anhanguera foi incendiado durante protesto, em Goiânia (Foto: Diomício Gomes/O Popular)
Um protesto bloqueia os dois sentidos da GO-070, no Jardim Primavera, em Goiânia, desde as 5h desta segunda-feira (21). De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), participam do ato moradores de bairros da capital, de Goianira e Trindade, na Região Metropolitana. Eles reclamam das más condições do transporte coletivo e atearam fogo a um ônibus do Eixo Anhanguera.
Segundo a PRE, os manifestantes também quebraram vidros de coletivos que passavam pelo local e bloquearam as faixas da rodovia com pneus queimados. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas. Não há informações sobre feridos.
O bloqueio acontece entre o Km 7 e o Km 10. A Polícia Militar também está no local e tenta negociar a liberação da via. A orientação é que os motoristas evitem a região, pois não há previsão de liberação do tráfego de veículos.

G1 entrou em contato com a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), órgão responsável pela fiscalização do sistema na Grande Goiânia, e aguarda um posicionamento.

A assessoria de imprensa da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), responsável pela operação, informou que apenas a Metrobus, empresa proprietária do ônibus incendiado, vai se pronunciar.

A reportagem tenta contato com a assessoria da Metrobus desde as 10h20, mas as ligações ainda não foram atendidas.
Referência: http://g1.globo.com/goias/noticia/2015/09/manifestantes-bloqueiam-go-070-e-queimam-onibus-em-goiania.html

Final de semana com arte e educação na Estação Cabo Branco

Final de semana com arte e educação na Estação Cabo Branco

Resultado de imagem para Final de semana com arte e educação na Estação Cabo Branco
Tai Chi Chuan, violão, danças e observação astronômica são algumas das atividades artísticas, culturais e educativas que estão disponíveis, gratuitamente, na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano.
No sábado (19), a partir das 17h, tem aula de Tai Chi Chuan, uma arte milenar de luta, defesa e relaxamento que é ministrada pelo professor e mestre Anselio D’castilho, na Sala de Convenção I. A atividade que é uma parceria com a Federação Paraibana de Tai Chi Chuan Artes, Filosofia e Ciências Orientais, Academia Plataforma Fitness busca expor aos seus praticantes que além de relaxar e corrigir a postura, o Tai Chi Chuan tonifica os músculos e alivia o estresse do cotidiano.
As aulas são intercaladas com a realização de posturas, movimentos físicos, respiração, momentos de relaxamento e meditação. “O Tai Chi é o próprio cosmo que adentra o ser para unir corpo, mente e alma. Ele reside nos detalhes da vida”, disse o mestre, Ansélio D’castilho. Não precisa fazer inscrição prévia. Basta chegar com roupas leves e se juntar ao grupo e participar da aula.
No mesmo dia, sábado (19), a partir das 16h, acontecerá a oficina de violão básico com o professor e músico Michel Soares. A aula acontecerá na nova sala de práticas educacionais, localizada ao lado do estacionamento da casa. A entrada também é gratuita e não precisa fazer inscrição prévia. Basta chegar no local e participar da atividade. Na oficina o professor Michel Soares transmite conhecimentos básicos sobre o violão.
Para quem ainda não o conhece Michel Soares, ele é professor de violão, com graduação em Música pelo Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), curso música na Anthenor Navarro, ministrante de oficinas e orientador musical pela Secretaria de Educação do Município de João Pessoa, além de instrumentista e compositor. É integrante da Orquestra de Violões da Paraíba (OVPB).
No domingo (20), a partir das 16h, também na Sala de Práticas Educacionais a dançarina e facilidade Nyldete Xavier estará ministrando oficina “Auto-Encontro com a Dança”, que consiste numa dança voltada para a consciência corporal e que ajuda a nos aproximar de nós mesmos e refletir como nós estamos enquanto seres humanos nesta sociedade atribulada de ações e afazeres diários.
Para quem ainda não a conhece Nyldete Xavier é pedagoga graduada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atuou em vários espetáculos de dança contemporânea e popular. Integrante de grupos de pesquisa e estudo sobre cultura popular brasileira. É musicista (canto e percussão) e ministra oficinas de dança na Estação Cabo Branco desde 2010.
Observação dos astros – No mesmo domingo (20), a partir das 19h, nos jardins da Estação Cabo Branco haverá observação dos astros, que será conduzido pelo professor de Física e astrônomo, Marcos Jerônimo. É importante informar ao público que as observações do domingo dependem das condições climáticas do dia, ou seja, se o céu estiver com nuvens e a visibilidade for baixa a observação não acontece. As observações são atividades realizadas pelo setor de gestão educacional e pelo Laboratório de Astronomia da Estação Cabo Branco.
Exposição – Na galeria da Estação das Artes Luciano Agra, prédio ao lado, o visitante também poderá conferir a Mostra Coletiva “P&A – Paixão e Afeto”. A entrada gratuita para o público de todas as idades. A exposição, que conta com obras de 18 gravuristas, reúne artistas atuantes na Paraíba que utilizam a gravura como forma de expressão. São verdadeiros guardiões da arte da cunha e da prensa cuja técnica fascina os amantes da arte impressa. Além de questionamentos individuais e coletivos, a mostra ainda tentar passar para o público um olhar poético traduzido por um olhar do cotidiano, sua prima essência e seu jeito de olhar o mundo.
Fazem parte do grupo de gravuristas os artistas: Ana Lúcia Pinto, Cerjane Ramos, Carla Marques, Célia Gondim, Célia Romeiro, Chico Carvalho, David Querino, Evanice Santos, Fatima Queiroga, José Altino, José da Costa Leite, Juliana Alves, Lúcia França, Marcelo Soares, Nadja Lacerda, Rose Catão, Unhandeijara Lisboa e Willian Macedo.