Inhotim 2015

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Este blog é um espaço cultural que tem por objetivo mostrar fatos atuais e aspectos importantes da área de Artes e Atualidades. É mantido por alunos de uma turma de 9º ano A do Ensino Fundamental Maior, do Colégio Clita Batista. Foi construído com o objetivo de levar à sociedade um conjunto de informações e conhecimentos; realizar associações, produzir textos criativos e despertar a consciência crítica.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Museu de Arte recebe máscaras indígenas e fotos de pintura corporal a partir de sexta

01/09/2015 - 14:00

Museu de Arte recebe máscaras indígenas e fotos de pintura corporal a partir de sexta

Da Redação - Isabela Mercuri
Museu de Arte recebe máscaras indígenas e fotos de pintura corporal a partir de sexta
Máscaras em miniatura, telas e fotografias de pinturas corporais do povo kurâ-bakairi serão expostas no Museu de Arte de Mato Grosso a partir desta sexta-feira (4), às 9h, na mostra “Kurâ-Bakairi: Yakuigady e Kywenu”. Yakuigady é o ritual que celebra a natureza e kywenu, as pinturas corporais.

Quem visitar o museu encontrará uma seleção de obras que explicam o significado das máscaras, fotos de arquivos de famílias kurâ e de cerimônias, feitas pelo fotógrafo Vitor Nogueira. Estão expostas, ainda, 15 telas e máscaras em miniatura do artista Juarez Cuchiware, da aldeia Pakuera, aldeia indígena bakairi no município de Paranatinga. A ação integra a 9ª Primavera dos Museus, que tem como temática "Museus e Memórias Indígenas”.

Viviene lozi, diretora executiva do Museu de Arte de Mato Grosso, afirma que o ritual Yakuigady está associado aos conhecimentos tradicionais sobre os espíritos aquáticos que são responsáveis pela sustentabilidade ambiental, alimentar e organizacional, além de trazer paz e alegria ao povo kurâ. “Destacam-se aqui as máscaras, em dois formatos: as kwamby são ovais e representam os líderes e xamãs, enquanto as Yakuigady são retangulares e entalhadas em madeira representando espíritos tutores relativos ao mundo aquático”.

Segundo a professora e mestre Darlene Taukane, "as pinturas – kywenu – são conhecimentos passados pelas pessoas mais velhas das aldeias que sabem pintar, contar os significados, formas e traços". Existem pinturas específicas para crianças, mulheres e homens, além de algumas serem usadas em ocasiões especiais.

Na sala das pinturas ‘kywenu’, dezoito fotografias de Antonio Carlos Banavita, Luso Vinicius Pedroso Reis e de arquivo das famílias kurâ apresentam pinturas de face e corporal, enquanto a artista kurâ - moradora da aldeia Kuiakware-, Kaia Agari, também expõe 18 telas com grafismos das pinturas corporais usadas nos rituais, festas, jogos e o cotidiano das aldeias.

O povo bakairi se denomina Kurâ, que significa “gente” falante da família linguística kabrib. É originário do Vale do Rio Paranatinga - conhecido como Teles Pires ou Pakuera para o povo kurâ – e estão distribuídos em duas reservas indígenas nos municípios de Paranatinga e Nobres.

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