Além de evidenciar a relação da arte com a moda da época, a opção de Patricia também valoriza a área que contém mais diversidade de estilos. A modelagem das peças, algumas assinadas por estilistas famosos da época, como Dener e Ugo Castellana, traz os shapes ícones do período, acompanhando as tendências internacionais, como o famoso vestido trapézio criado por Saint Laurent, os tubinhos e os pijamas palazzo.
A exposição, que fica em cartaz até 14 de fevereiro do ano que vem, é o ponto de partida para uma programação que pode colocar o Brasil num novo patamar de relação com a moda dentro da cultura nacional.
Sem museus da moda e pouquíssimas mostras relevantes sobre o tema, algo comum em outras cidades do mundo (vale lembrar que Paris tem pelo menos dois importantes museus com exposições na área, o Galliera e o Museu de Artes Decorativas, do Louvre e o MET em Nova York é famoso por suas mostras de moda, que atraem uma multidão de interessados, só para citar duas cidades), o MASP, um dos museus mais importantes do País, tem agora a chance de preencher essa lacuna.
Prevista para 2016, a próxima exposição deve deixar de lado os arquivos de moda do museu (que tem pouco material do gênero) para lançar olhar sobre os anos 90 no Brasil.
Fonte: http://ffw.com.br/noticias/moda/masp-abre-dialogo-com-a-moda-em-exposicao-de-vestidos-estampados-por-artistas-dos-anos-60/
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