Inhotim 2015

Inhotim 2015
Este blog é um espaço cultural que tem por objetivo mostrar fatos atuais e aspectos importantes da área de Artes e Atualidades. É mantido por alunos de uma turma de 9º ano A do Ensino Fundamental Maior, do Colégio Clita Batista. Foi construído com o objetivo de levar à sociedade um conjunto de informações e conhecimentos; realizar associações, produzir textos criativos e despertar a consciência crítica.

terça-feira, 17 de novembro de 2015


  • Cães se recusam a deixar o local da tragédia em Mariana

  • Bombeiro resgata cadela de dentro da lama em Paracatu de Baixo, em Mariana (MG)

  • Bombeiro resgata cadela de dentro da lama em Paracatu de Baixo, em Mariana (MG)
Além de toda a tragédia humana e ambiental causada pelo rompimento das barragens da Samarco em Mariana (MG), há também um drama que foi notado pelos bombeiros que trabalham no resgate dos desaparecidos: os animais.
Os cães que viviam nas casas que foram destruídas no distrito de Bento Rodrigues se recusam a deixar o local e avançam em quem tenta tirá-los dali. Vários outros bichos como cavalos, patos e vacas têm sido resgatados, apresentando tremores, hipotermia e certa agressividade.
Para a doutora Ceres Berger Faraco, professora do curso de medicina veterinária da Uniritter e presidente da Associação Médico Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal, os cachorros também ficam em luto e, assim como os humanos, após uma tragédia, sentem estresse pós-traumático.
Felipe Dana/AP
Moradores carregam cachorro ferido resgatado da lama em Bento Rodrigues, em Mariana (MG)
"As pessoas que os cães confiavam não estão mais ali. Muitos deles se perderam das pessoas. Eles estão inseguros e amedrontados. Isso é uma espécie de estresse pós-traumático. Houve uma mudança abrupta da rotina deles", afirmou.
Leo Fontes/O Tempo/Estadão Conteúdo
Cão é resgatado em área devastada pela enxurrada causada pelo rompimento das barragens da mineradora Samarco
A bióloga especialista em comportamento animal e fundadora da Ethos Animal, Helena Truksa, concorda com esta explicação. Para ela, os cães ficam completamente sem saber o que fazer em um cenário de destruição como o de Mariana (MG).
"Suas casas foram destruídas, sua família desapareceu ou morreu e eles se viram sozinhos em meio ao caos, sem saber ao certo como agir. Por terem perdido tudo, é normal que os cães prefiram ficar nos escombros da casa do que sair e se aventurar em um mundo desconhecido", afirmou.
Segundo Faraco, os cães não são naturalmente agressivos. Esses episódios ocorrem quando os animais sentem muito medo. Assim como as pessoas, os cachorros também sentiram a tragédia e perceberam que os vínculos que tinham com as pessoas e outros bichos se perderam.
"É claro que o cachorro não sabe qual é o motivo que causou seu estresse, mas ele percebe a mudança total de seu ambiente. Para se sentir seguro e tranquilo, o animal tem de ter um controle daquelas condições que fazem sua rotina", explicou.
Douglas Magno/AFP
Bombeiro resgata uma cadela de dentro da lama em Paracatu de Baixo, distrito de Mariana (MG)
Se não forem tratados, os animais podem ficar com traumas permanentes. Segundo a professora, há relatos de cães que passaram anos esperando a volta do dono que já havia morrido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário